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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Sesap articula para que municípios agilizem cirurgias de acetábulo

A Secretaria de Estado da Saúde Pública, através da Central de Regulação do RN, promoveu na manhã desta segunda-feira (11) reunião com representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Natal, da Cooperativa Médica e com médicos especialistas em cirurgia de acetábulo para discutir a situação dos pacientes que esperam por esse procedimento nos hospitais regionais.

De acordo com a coordenadora da Central de Regulação, Maria da Saudade Azevedo, existe hoje uma lista com 15 pacientes que esperam por esse procedimento cirúrgico nos hospitais regionais Walfredo Gurgel, em Natal, Deoclécio Marques, em Parnamirim, e no Tarcísio Maia, em Mossoró.

“Como esse tipo de cirurgia tem um alto grau de complexidade e é também bastante demorada, com uma média de dez horas para cada procedimento, os profissionais médicos credenciados na rede, não querem realizar o serviço pelo valor pago via Tabela de Procedimentos do SUS, pois alegam ser muito defasado. A Tabela é o documento que determina o quanto o Governo deve pagar por cada intervenção realizada nos pacientes da rede pública. Por isso articulamos essa reunião com o município de Natal, com a Cooperativa Médica e médicos especialistas, para vermos uma solução para esse entrave”, explica Maria da Saudade.

Após a reunião ficou decidido que a partir desta segunda-feira as cirurgias de acetábulo passam a ser realizadas no Hospital Memorial, em Natal. Os médicos credenciados vão começar a partir de hoje a fazer as avaliações dos oito pacientes que estão no hospital Walfredo Gurgel. E na próxima quarta-feira (13) uma equipe irá ao Deoclécio Marques, em Parnamirim, avaliar mais sete pessoas. Em seguida uma equipe vai a Mossoró, onde há dois pacientes esperando por esse tipo de cirurgia no hospital Tarcísio Maia.

“Foi um alívio termos chegado a uma solução que vai beneficiar pessoas que passam por um processo tão doloroso que é a fratura do acetábulo. Uma estrutura óssea existente no quadril que se articula e serve para diminuir o atrito com a cabeça do fêmur. A partir de hoje quem sofre com a necessidade dessa cirurgia não vai precisar esperar mais”, enfatiza a coordenadora da Central de Regulação.

Participaram da reunião, Maria da Saudade Azevedo e Patrícia Cristiane, a coordenadora e a técnica da Central de Regulação do Estado, o coordenador do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas (DRAC), Haroldo Vale, a gerente administrativa da Cooperativa dos Médicos (Coopmed) Cleide Fernandes e dois médicos especialistas em cirurgias de acetábulo.

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